Está de regresso o festival Eco Festival Azores Burning Summer que volta a marcar presença na praia dos Moinhos, em São Miguel, nos dias 24, 25, 26 e 27 de agosto. Com uma paisagem envolvente ímpar e um cartaz que contempla músicos, DJ, e várias atividades ecológicas, estão reunidas as condições para afirmar que este é um festival a não perder.

Tito Paris, The Black Mamba, Victor Zamora & Emilio Moret, Throes + The Shine, David & Miguel e DJ Adrian Sherwood são apenas alguns dos destaques da programação, mas o festival não vive só de música e desengane-se quem pense que se trata de uma festa para uma multidão.

“O festival não pretende ser um evento musical de massas”, descreve a Associação Regional para a Promoção e Desenvolvimento do Turismo, Ambiente, Cultura e Saúde, entidade que organiza o evento. O objetivo passa por um acesso equilibrado com reduzido impacto ambiental, que permita apreciar a experiência musical, mas também a sua relação com a natureza envolvente.

O que há no Azores Burning Summer?

Ao longo dos quatro dias de festival, a programação dispersa-se entre música, cinema, debates, ecodesign, veículos elétricos, land art, saúde e ações comunitárias.

Vão subir a palco 60 artistas regionais, nacionais e internacionais para encher a Praia dos Moinhos de música do mundo, soul, jazz, funk e outros estilos. Durante a tarde a programação é de acesso livre.

No parque junto à praia, atuam as principais atrações do cartaz num relvado que forma um anfiteatro natural. Mais ao cair da noite, haverá duas sessões de cinema, no bar da praia. E, para a despedida do verão, na última noite do festival, haverá ainda um momento de land art, em que o público é convidado a descer até ao areal para assistir a uma combinação de música, paisagem e fogo.

Como é que este festival se torna ecológico?

A ideia fundamental é despertar consciências e contribuir para que todos os participantes saiam com maior conhecimento e atenção pela temática ambiental. A redução de desperdício através de reciclagem e da aposta na reutilização, a presença de um Eco Market, uma feira de produtos naturais e de ecodesign, a exposição de marcas e modelos de veículos elétricos e híbridos e, claro, as Eco Talks, debates sobre temáticas ambientais e de sustentabilidade são os pontos chave para ajudar a fomentar a mudança.

O Azores Burning Summer é cultural, ecológico e social

Paralelamente ao festival, decorrem duas iniciativas de cariz mais social em que todos são convidados a participar. Trata-se do programa comunitário de saúde VIVE e do programa HABITAT.

O primeiro reúne diversas atividades que decorrem desde o inico do mês. Falamos de caminhadas, ioga, workshops de medicina culinária, showcookings vegetariano, entre outras.

O segundo visa fortalecer o sentimento de pertença e gosto pelo lugar onde se vive, neste caso, Porto Formoso, em São Miguel. Para isso, são desenvolvidas algumas atividades relacionadas em particular com o mar, sendo possível fazer mergulho, assistir a um workshop de segurança no mergulho e preservação marinha.

Se estiver de férias por São Miguel ou a pensar numa boa razão para rumar aos Açores, já sabe que há um festival que não pode perder.

O Azores Burning Summer tem uma parte da sua programação gratuita e outra com bilhetes entre os 15 e os 20 euros. Foi este ano distinguido como o festival mais sustentável de Portugal pelos Iberian Festival Awards, tendo sido considerado o que melhor contribui para a sustentabilidade.